sábado, 24 de março de 2012

Poema: Atual

Uma crítica as manipulações e as ações do homem. Até onde não somos responsáveis pelo oque acontece no nosso planeta?

Eis então que é Atual?
Mas o que viria a ser o Atual?
Porque o ontem não foi Atual?
E Hoje estamos mais atrasados do que amanhã?
Vivemos escachando regras e extinguindo dogmas
Desde o português até as leis federais
Passando pelos negros e pelas ideologias cristãs
Chegando ao ponto que não há uma verdade absoluta
Quebremos todos os dogmas então
Quebremos todos os arranjos, todas as belas formas.
E ais sim verão o que nos sobra,
O que sobrar, esse sim, é puro, é original.
Não tenhamos medo!
Sejamos complacentes e intelectuais
Intelectuais?
Não vi, não ouvi, e vivi, sou intelectual?
Se a experiência não me basta, que sejamos sensitivos.
Sensitivos pra sabermos até onde ir, pra sabermos parar!
Porque o mundo pode até acabar no vigésimo primeiro dia do décimo segundo mês do décimo segundo ano desse século
Mas mesmo sem cronograma, acabaria ele.
Mesmo sem previsões, acabaria ele.
Mesmo sem intervenções, acabaria ele.
Pois ele é domado por Gente!
E gente não sabe até onde ir,
Gente não sabe se é passado, se é presente ou se é futuro,
Gente não sabe até o que é “Atual”
Gente como agente apenas vive
E por apenas viver, acabaria ele, de uma forma ou de outra!
- Rafael Ramos

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